Às vésperas da Copa do Mundo, Colansa promove webinário sobre saúde e o impacto do patrocínio de refrigerantes em eventos esportivos

No próximo dia 2 de junho, a Colansa (Comunidade de Prática América Latina e Caribe Nutrição e Saúde) realiza o webinário “Quem ganha com o Mundial? Patrocínios, saúde e reputação corporativa”, para discutir sobre o patrocínio de grandes corporações em eventos esportivos, como a indústria de ultraprocessados e refrigerantes. O objetivo é alertar sobre os dados de saúde e as consequências do consumo de refrigerantes para a população da América Latina e Caribe. O webinário também integra o início de uma campanha regional pelo fim do patrocínio da indústria de refrigerantes em eventos esportivos. As inscrições são feitas pelo link.

Há bastante tempo, o esporte e os grandes eventos esportivos, especialmente os relacionados ao futebol, são utilizados como ferramenta por governos ou corporações para fins políticos ou promover a imagem de marcas, atrelando-as à paixão esportiva e à superação de atletas. Uma prática conhecida como sportwashing.

Sportwashing é um termo em inglês que une duas palavras: sport (esporte) e wash (lavagem). De forma geral, é o uso do esporte como forma de melhorar a imagem pública de um grupo/empresa, desviando a atenção de questões controversas ou negativas. No Mundial de 2026, que será realizado no México, Canadá e Estados Unidos, não será diferente. Entre os principais patrocinadores do evento está a Coca-Cola, multinacional responsável por produzir refrigerantes, ao mesmo tempo em que os índices relacionados ao diabetes e doenças cardiovasculares só aumentam.

Em um período de 4 anos, entre o Mundial de 2022 e o Mundial de 2026, foram registrados cerca de 3 milhões de novos casos de diabetes e doenças cardiovasculares na região da América Latina e Caribe, atribuídos ao consumo de bebidas açucaradas.

No México, um dos países sede da Copa do Mundo, a proporção de novos casos de diabetes atribuídos ao consumo de bebidas açucaradas passou de 70 mil em 1990 para 169 mil em 2020, o que representa um aumento de mais do dobro. As crianças são especialmente vulneráveis às estratégias de publicidade. O direito à saúde e à alimentação adequada deve estar acima dos interesses comerciais. Por isso, precisamos de regulamentações mais fortes.

Núcleo de Interferência da Indústria convida: Webinário “Quem ganha com o Mundial? Patrocínios, saúde e reputação corporativa”

Data: 2 de junho (10h México / 13h Brasil)
Via Zoom
Inscrições

Palestrantes:
• PallaviPuri – Vital Strategies
• Gabriela Argumedo – INSP
• Ana Larrañaga – EPC

Tradução: português e espanhol