Marion Nestle comenta o guia alimentar dos EUA; o documento prioriza alimentos proteicos

Em 2026, as novas Diretrizes Alimentares dos EUA foram lançadas, reacendendo o debate sobre o foco em nutrientes. Marion Nestle, professora emérita da Universidade de Nova York e especialista em nutrição, comentou sobre o novo Guia, destacando que as diretrizes são contraditórias: a prioridade dada às proteínas é difícil de entender, já que a maioria dos americanos já consome bastante proteína. Além disso, elas retornam a um modelo reducionista de pirâmide alimentar, focado em nutrientes e sem considerar o nível de processamento dos alimentos.

“Essas diretrizes nos levam de volta às dietas da década de 1950, quando todos consumiam muita carne e laticínios e não davam muita importância aos vegetais. Em um cenário de aumento das doenças cardíacas”, disse.

Veja a análise em inglês aqui: https://www.foodpolitics.com/2026/01/the-maha-2025-2030-dietary-guidelines-have-arrived-cheerful-muddled-contradictory-ideological-retro/?lctg=102466531

Na América Latina, há avanços na promoção de políticas públicas de saúde e alimentação saudável, com base nos Guias Alimentares. O Guia Alimentar do Brasil teve um impacto internacional significativo ao promover novos conceitos e ir além de ideias reducionistas. As Diretrizes Alimentares Latino-Americanas priorizam a saúde e a cultura alimentar. Alguns exemplos são apresentados aqui.